Animais e plantas Nota do Editor

Dica para Quarentena: Lições de solidariedade em “Planeta dos Macacos – A Origem”

Apes together strong”, traduzido ficaria algo como “Símios unidos fortes”. Essa frase tornou-se um meme conhecido por muitos na internet, e ela vem de um filme que vale muito a pena ser visto: “Planeta dos Macacos – A Origem”, primeiro da nova trilogia de filmes “Planeta dos Macacos” do diretor Matt Reeves, conhecido também pela direção do filme “Cloverfield – Monstro”.

Alguns devem conhecer a história do clássico filme “Planeta dos Macacos”, em que astronautas partem para explorar Marte, mas acabam parando em um estranho planeta dominado por símios tão inteligentes quanto humanos, e descobrem posteriormente que, na verdade, se tratava do próprio planeta Terra após a extinção da humanidade. O filme recomendado aqui, “A Origem”, se propõe justamente a explorar essa lacuna de tempo entre a partida dos astronautas da Terra até o domínio dos símios.

Apes, em português símios, se designa ao grupo de primatas que possuem como uma das suas principais características a ausência de cauda e são evolutivamente mais próximos dos seres humanos. Dentre eles podemos citar os chimpanzés, gorilas e orangotangos. Outra característica que os distingue de demais primatas é o tamanho avantajado do cérebro em relação ao resto do corpo.

O ponto de partida do filme é César, um chimpanzé nascido de uma cobaia usada em uma indústria farmacêutica para experimentos utilizando um vírus capaz de restaurar capacidades cognitivas perdidas por conta da doença de Alzheimer. Após um incidente, César é adotado por Will, cientista líder da equipe de pesquisa do vírus, e logo descobre-se que não apenas o vírus criado por Will era capaz de restaurar o tecido nervoso em humanos, como também ampliar as capacidades cognitivas de César, algo que foi passado pela sua mãe.

O diretor Matt Reeves traz alguns pontos bem importantes à tona, como os desafios vividos por pessoas portadoras de doenças neurodegenerativas e seus parentes (contando com cenas bem comoventes, inclusive), a caça ilegal, e os riscos de maus tratos a animais (como causar uma revolta em um dito “abrigo”). Mais um tema que vale a pena ser destacado dentro do filme é a lição de solidariedade, em que um único símio pode não ser capaz de muito, mas vários podem fazer muito mais. Vivemos em uma situação em que dependemos da colaboração entre todos para sairmos dessa crise, e precisamos ter compaixão para com os outros. Mesmos separados devemos permanecer unidos em prol do bem-estar coletivo. E sobre o motivo que leva à extinção da humanidade nesse filme: qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Por Patrício Garcia – Biólogo

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